Header Ads

Últimas Notícias
recent

Prisão por atacado na Câmara de Uberlândia, 20 vereadores presos

 
Nada menos que 20 dos 27 vereadores de Uberlândia – segunda maior cidade de Minas com 690 mil habitantes – estão presos e um político teve prisão decretada pela Justiça, mas ainda não cumprida. A ação é resultado de duas operações que foram deflagradas ontem pelo Ministério Público de Minas Gerais, polícias Civil e Militar, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O vereador Vilmar Resende (PSB) está foragido, assim como um empresário, que também teve mandado de prisão expedido.
 
Os parlamentares da cidade do Triângulo Mineiro, eleitos em 2016, são alvos das operações Má Impressão e Guardião, que investigam desvio de dinheiro público por meio de verba de gabinete para contratação irregular de empresas de segurança, de limpeza e de uma gráfica. Isso acontecia com emissão de notas fiscais ideologicamente falsas pelas companhias e uso de funcionários fantasmas.
 
O valor total do prejuízo aos cofres públicos não foi divulgado oficialmente. No entanto, somente na gráfica, estima-se que o prejuízo gire em torno de R$ 4 milhões. Durante as buscas, foram apreendidos materiais, computadores e documentos que farão parte das apurações, além de R$ 160 mil em espécie e R$ 800 mil em cheques, encontrados na casa do presidente da Câmara, e de um montante equivalente a R$ 1 milhão em espécie (em reais, euros e dólar), na residência de uma das vereadoras investigadas.
 
Daniel Marotta Martinez, promotor de Justiça, explicou o fim que a verba indenizatória desviada tinha em aproximadamente 14 gráficas envolvidas. "Tivemos, nesses últimos três anos, 17,5 milhões de informativos impressos por esses vereadores, que correspondem a 35 informativos por eleitor. Obviamente, esse número é irreal. Se fizer uma pesquisa, percebemos que muitas pessoas nas ruas não receberam esses informativos.”

“De janeiro de 2017 a dezembro de 2019, os vereadores gastaram mais de R$ 4 milhões em serviços de impressões. Constatamos que essas gráficas não tinham capacidade de prestar esse tipo de serviço que estão nas notas. Não se compravam insumos usados. Algumas funcionam, sim, regularmente, mas não compravam material suficiente dos descritos nas notas fiscais. As notas são rigorosamente do mesmo valor para vereadores diferentes”, completou.
 
Na operação Guardião, o Gaeco também investiga fraude na execução de um contrato de vigilantes firmado pela Câmara. “Apreendemos farta documentação e, com base nesses documentos e provas, comprovamos fraude na execução do contrato com funcionários fantasmas”, afirmou Daniel Marotta.
 
A reportagem do Estado de Minas conversou com dois funcionários da Câmara Municipal de Uberlândia, que tem cerca de 500 servidores. Eles resumiram como estava o ambiente na Casa pela manhã, quando foram feitas as buscas da polícia: “Bagunça”, disse um, e clima “de perplexidade”, completou o outro.

Um dos funcionários contou que, por volta das 6h de ontem, o Gaeco esteve no gabinete do presidente da Câmara Municipal, Hélio Ferraz (PSDB), conhecido como Baiano. O grupo “'levou tudo do gabinete”, disse um dos funcionários, referindo-se a computadores, documentos e outros objetos apreendidos.
 
A sede do Legislativo municipal, ainda segundo um dos trabalhadores, não foi o único local alvo de busca e apreensão na manhã de ontem. Os demais mandados foram cumpridos nas casas dos vereadores, onde eles foram presos, e de outros envolvidos na suspeita de corrupção. Ao todo, foram expedidos pela Justiça 41 mandados de prisão e 41 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e no gabinete da presidência da Câmara.
 
Blog Panorama Notícias
 
 
 
 
 
 
 
Tecnologia do Blogger.