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PM suspeito de série de estupros é reconhecido por cinco mulheres


Cinco mulheres já reconheceram o policial militar Josevildo Valentim dos Santos Júnior. Elas acusam o PM de estuprá-las entre 2013 e 2014 em Marechal Deodoro, Região Metropolitana de Maceió.

Casos vieram à tona depois que o policial foi preso acusado de estuprar e matar Aparecida Rodrigues na frente do namorado dela, em Maceió em outubro de 2019. Na ocasião, ele também atirou contra o companheiro da vítima, que sobreviveu ao atentado.


De acordo com o delegado que investiga os estupros em Marechal Deodoro, Leonam Pinheiro, após o crime contra Aparecida, o soldado Josevildo contratou uma pessoa para matar o namorado dela, que ao sobreviver à tentativa de homicídio, fugiu e foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE).

“Recebemos anonimamente a informação de que ele teria a intenção de concretizar a tentativa de homicídio anteriormente praticamente. Mas o plano restou infrutífero, pois a pessoa a quem ele pagou, teria se apossado do dinheiro e denunciado o fato à polícia”, explica o delegado.

A quinta mulher fez o reconhecimento na delegacia na sexta-feira, dia 1º. De acordo com o investigador, a vítima reconheceu o policial tanto através de fotos antigas dele, como por meio de fotografias atuais. “Temos plena convicção que ele cometeu pelo menos cinco estupros”, diz o delegado.

A Polícia Civil afirma que Josevildo se utilizava da condição de policial militar para ameaçar e amendrontar as vítimas. “Ele filmava as situações para que, se as vítimas o denunciassem, ele divulgaria as imagens na internet”, conta o delegado.

A vítima que foi à delegacia na sexta-feira, 1º, afirmou que na época em que o PM era lotado em Marechal Deodoro, entre 2013 e 2014, ela saía de uma academia no Francês, quando ele a abordou apontando uma arma para a sua cabeça.

“Ele disse: não corra não, senão eu atiro. Me obrigou a entrar no carro, me levou para um canavial perto da Barra de São Miguel e quando ele chegou fez todos os atos dele, que ele quis, e sempre dizendo: faça tudo o que eu mandar, senão eu te mato”, relata a vítima, afirmando que depois do abuso sexual ainda encontrou duas vezes com o policial, mas devido ao medo e ao trauma, não fez nada.

Josevildo prestou segundo depoimento à Polícia Civil e voltou a confessar dois estupros, um homicídio e uma tentativa de homicídio, mas se calou diante de outras acusações. Segundo o delegado Leonam Pinheiro, o policial foi levado na sexta-feira, dia 1º, para depor sobre as suspeitas de uma série de estupros contra ele.

Após ser preso com várias evidências de que participou do estupro seguido de morte de Aparecida Rodrigues, e da tentativa de homicídio contra o namorado dela, o policial forneceu seu material biológico à polícia para a realização da perícia.

Com isso, o delegado Leonam Pinheiro informou que ainda não há comprovação dos estupros por meio do material biológico, mas aguarda o resultado dos exames para o confronto de informações periciais.

No interrogatório com a delegada Rosimeire Vieira – que o prendeu – além de confessar os crimes contra Aparecida Rodrigues e o namorado dela, ele também havia confessado um segundo estupro em Marechal Deodoro.

A partir desse depoimento, a delegacia de Marechal começou a analisar as descrições dos boletins de ocorrência de estupros contra mulheres no período de 2013 a 2014, quando o policial era lotado naquela cidade. Leonam Pinheiro encontrou mais de dez casos com o mesmo modus operandi realizado pelo policial.

Aparecida e o namorado dela foram sequestrados pelo policial na porta de casa em outubro de 2019. Os dois foram levados para um lugar ermo, onde a mulher foi estuprada e assassinada pelo soldado.

Toda a cena foi presenciada pelo namorado da vítima, que chegou a ser atingido por disparos, fingiu-se de morto e conseguiu fugir. No Hospital Geral do Estado (HGE), ele relatou o ocorrido à delegacia e reconheceu o PM.  Josevildo está no Presídio Militar.

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