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Policial mata jovem ao ter confundido furadeira com arma, diz família


A Divisão de Homicídios da Capital apura as circunstâncias da morte de João Victor Dias Braga, de 22 anos. O jovem, que trabalhava como DJ, foi morto durante uma operação da Polícia Militar, nesta terça-feira, na comunidade Santa Maria, na Taquara, na Zona Oeste. A família do rapaz acredita que a furadeira que ele carregava foi confundida com uma arma. Segundo a irmã de João, ele ia ao encontro de um amigo onde faria um 'bico' para complementar a renda quando foi assassinado.

Ele saiu de casa para fazer um trabalho com um amigo dele ali pela comunidade mesmo. Estava com um instrumento de trabalho nas mãos e foi morto — disse Carol Dias, de 20 anos. Em nota, a PM informou que durante a ação de policiais militares do 18°BPM (Jacarepaguá), "criminosos armados efetuaram disparos contra a guarnição e houve confronto. Ao cessarem os disparos, três bandidos foram encontrados feridos com duas pistolas calibre 40, uma pistola calibre 38 e drogas. Os feridos foram socorridos para o Hospital Lourenço Jorge".

Segundo parentes, João Victor era um rapaz trabalhador e esforçado. Era o mais velho de quatro irmãos e deixou uma filha de 3 anos. Tocava em festas dentro e fora da comunidade aos finais de semana e tinha o sonho de ser um DJ reconhecido.

Ele estava se esforçando para isso — contou a irmã. — Meu irmão nunca precisou fazer nada de errado para conseguir o que queria. Foi um erro dos policiais, que entram na comunidade em busca de gente errada, mas acaba matando inocentes. O corpo do jovem será enterrado nesta quinta-feira, às 11h, no Cemitério do Caju.

Em setembro do ano passado, policiais do Bope atiraram contra o garçom Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, na comunidade Chapéu Mangueira, no Leme. A vítima estava com um guarda-chuva que teria sido confundido com um fuzil. Ele esperava a mulher e o filho quando foi atingido por três tiros. Na ocasião, a PM informou que policiais foram alertados da presença de criminosos na região e houve confronto.

Em 2010, O cabo Leonardo Albarello, do Bope, alvejou um morador que usava uma furadeira no terraço de casa no morro do Morro do Andaraí, na Zona Norte. Na época, a corporação informou que o policial que atirou contra o morador deu um grito de aviso e a vítima fez um movimento brusco. O PM foi absolvido em 2012. Segundo o Tribunal de Justiça, a inocência do policial foi defendida pelo próprio Ministério Público.
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