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Em 3 meses colombianos faturaram R$ 1,7 mi com agiotagem, na PB


A Polícia Federal deflagrou na última sexta-feira (15) a Operação Sicário, com objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada à prática, no Brasil, e mais especificamente na Paraíba, do chamado “cobro” ou “cobrito”, uma vertente colombiana de crime financeiro consistente na organização de uma instituição financeira clandestina para controlar um organizado sistema de empréstimo de dinheiro a juros extorsivos. Segundo a PF, em apenas três meses, os colombianos faturaram quase R$ 2 milhões com o esquema, somente na Paraíba.

Em entrevista coletiva, o delegado federal Fabiano Emídio de Lucena Martins, explicou que o esquema é bastante organizado, com um “chefão” em cada Estado e dois níveis de operadores abaixo, que atuam junto aos comerciantes. “O dinheiro é emprestado a pequenos empresários em dificuldade, com acordo de pagamentos de juros abusivos por dia, por semana ou por quinzena. 

Além do chefão, há um segundo escalão de gerentes, que guardam provisoriamente, contabilizam e repassam o dinheiro arrecadado. Na base do esquema há os chamados ‘pelados’, que são pessoas em motos, responsáveis por fazer a cobrança e arrecadação dos pagamentos.

Caso algum credor não consiga pagar, são ameaçados com armas e muita violência”, explicou. Para controlar a contabilidade do esquema, os colombianos utilizavam um aplicativo de computador, que já existe no mercado e foi adaptado ao esquema criminoso.

“Ainda não sabemos o montante total do que foi movimentado pelos colombianos, desde que começaram a operar na Paraíba. Mas uma análise inicial no aplicativo usado por eles encontramos um faturamento de aproximadamente R$ 1,7 milhões, em um intervalo de cerca de três meses. 

Nesse mesmo período, eles faturaram R$ 3 milhões, em Pernambuco. Para dificultar eventuais flagrantes, eles dividiam o valor em pequenas quantidades e guardavam em diversos lugares, conforme encontramos durante as buscas”, acrescentou o delegado.

A PF investiga o “cobro” dos colombianos desde o ano de 2017, quando uma das vítimas procurou os federais para denunciar o esquema. Em uma parcial feita antes da deflagração da Operação Sicário, a PF já contabilizava mais de 50 vítimas do esquema de extorsão, só na Paraíba.
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