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Deputados dizem que votarão contra aumento do próprio salário; valor pode subir para R$ 29 mil


O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervásio Maia (PSB), e os deputados Branco Mendes (Podemos) e Bruno Cunha Lima (PSDB) disseram que vão votar contra o aumento de salário dos deputados estaduais. Questionados pelo ClickPB sobre a posição deles quanto a proposta, eles argumentaram com falas sobre a crise econômica no país.

A pergunta porque o reajuste é votado sempre de quatro em quatro anos. Com o fim dos atuais mandatos, aproxima-se o período do reajuste entrar em pauta na ALPB.

Com o aumento de 16,38% para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), os  deputados estaduais da Paraíba também poderão reajustar o próprio salário, que atualmente já atinge o valor de R$ 25.322 e com o reajuste deverá subir ao patamar de R$ 29.250.

“Eu mesmo fui contra o Supremo aprovar esse aumento porque isso vai refletir como efeito cascata. Isso só vem prejudicar o país que vive uma crise muito grande. Eu acho que todos deveriam pensar melhor e evitar um aumento dessa natureza, causando um prejuízo aos cofres públicos da nação.

E é aí onde eu digo a você que todos precisam renunciar a muitas regalias para a economia desses Poderes e sobrar para investir naquilo que é necessário para a saúde, a educação, a infraestrutura e a todos os setores que precisam desses recursos”, disse Branco Mendes ao ClickPB.

O presidente da Assembleia Legislativa estadual, Gervásio Maia, também se posicionou. “Não defendo aumento. Não defenderei aumento. Sobretudo porque o país vive uma profunda crise causada por tudo isso que aconteceu em Brasília nos últimos dois anos. Todo mundo sabe do que estou falando.

O país é muito forte e rico, agora, precisa ser mais justo e precisa de igualdade. Não é hora de se tratar de aumento de parlamentar. Eu sou contra o aumento do subsídio de parlamentares. Se isso chegar à Casa, evidentemente que eu não sou o dono da casa, aqui são 36 parlamentares, mas o meu voto é contrário.”

Já Bruno Cunha Lima criticou que “falta vergonha na cara”. “Eu não concordo, não. Eu voto contra. Essa é uma decisão minha. As pessoas já constataram que nesse país o que não falta é dinheiro. Dinheiro tem de sobra. O que falta é prioridade. Muitas vezes falta é vergonha na cara.

Os atuais deputados federais retiraram, praticamente, R$ 2 bilhões dos cofres públicos para criar um fundo de campanha. Isso exatamente depois de terem congelado por 20 anos os investimentos públicos em saúde, segurança, educação... 20 anos... Sem aumento real no investimento público brasileiro.

E quando se soma o fundo eleitoral com o fundo partidário são praticamente R$ 3 bilhões que são distribuídos entre partidos e candidatos. Então nesse país o que não falta é dinheiro, é prioridade. Acredito que tem outras coisas mais importantes a serem discutidas e debatidas do que aumento de deputado.”
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